2006 29 de outubro

Lula é reeleito presidente do Brasil

Aumento do emprego e inclusão social garantem grande votação

Em 29 de outubro de 2006, Lula é reeleito presidente do Brasil, com 60,8% dos votos válidos no segundo turno. Geraldo Alckmin (PSDB), ex-governador de São Paulo, obtém 39,2% dos votos. No primeiro turno, Lula teve votação de 48,61%, contra 41,64% de Alckmin e 6,85% da senadora Heloísa Helena, do PSOL. Em quarto lugar ficou o ex-ministro da Educação do governo Lula, Cristovam Buarque (PDT), que reuniu 2,64% dos votos. 

Num resultado surpreendente, Alckmin teve menos votos no segundo turno do que no primeiro. A pauta da corrupção, que tinha ocupado boa parte do discurso da oposição desde o início do escândalo do “mensalão”, foi claramente suplantada pela crescimento da economia, o aumento do emprego e da renda e as políticas de inclusão social. Segundo pesquisa do IBGE, de setembro de 2006, a pobreza no país havia diminuído 19% nos primeiros quatro anos de governo Lula. Entre 2003 e 2006 a economia crescera a uma taxa média de 3,5% e foram gerados 6,4 milhões de empregos com carteira assinada. 

A avaliação positiva do governo Lula às vésperas do pleito ajuda a explicar o resultado das urnas: segundo pesquisa Datafolha, divulgada no dia 25 de outubro, 53% da população classificavam como boa ou ótima a gestão de Lula, e outros 31% consideravam o governo regular. 

Com o resultado das eleições de 2006, o governo passa a ter 15 governadores aliados. O Congresso Nacional renova 45% de sua composição. Na Câmara, o partido com maior bancada passa a ser o PMDB, com 89 deputados, seguido pelo PT, com 83, e pelo PSDB, com 65. No Senado, a oposição tem ampla maioria: o PFL passa a contar com a maior bancada, com 18 membros, o PSDB com 15. O PMDB fica com uma bancada de 16 senadores.