2006 27 de outubro

Controladores param aeroportos

Más condições de trabalho e investigação de acidente motivam operação-padrão

Controladores de voo fazem operação-padrão em protesto contra suas condições de trabalho e provocam atrasos nos principais aeroportos do país.

A paralisação se relaciona também com as investigações sobre a colisão de avião da Gol com jato particular, que matou 154 pessoas, em setembro de 2006. Relatórios preliminares apontariam falhas na comunicação entre pilotos e controladores.

As mobilizações dos controladores, militares em sua maioria, passariam a afetar o tráfego aéreo do país. A crise alcançaria seu ponto mais crítico em março de 2007, quando controladores de voo paralisariam os 49 aeroportos comerciais do Brasil e todo o tráfego aéreo nacional. 260 controladores militares (10% de todo o contingente) seriam aquartelados. Entre as principais demandas da categoria estaria a desmilitarização da profissão. 

A crise provocaria intensa mobilização da opinião pública, pois teria grande impacto na rotina dos usuários do transporte aéreo – cada vez mais numerosos. Filas, atrasos e cancelamentos de voos se tornariam recorrentes no período. A imprensa cunharia a expressão "caos aéreo" para designar o quadro de dificuldades nos aeroportos de todo o país.

Os problemas seriam resolvidos depois de intensas negociações do governo federal com os controladores de voo, envolvendo ministros civis e militares, e graças ao aumento do pessoal na área e a um forte reforço nos investimentos na infraestrutura aeroportuária. As medidas seriam necessárias para atender ao número crescente de brasileiros que passaram a viajar de avião. Em 2003, 33 milhões de passageiros voaram a partir dos aeroportos do país. Em dezembro de 2013, com a expansão da classe média, esse número subiria  para 133 milhões de passageiros.